A escassez
de animais de qualidade faz com que a indústria busque um relacionamento mais
estreito com o pecuarista. Esta é uma das conclusões apresentadas por Eduardo
Kristán Pedroso, gerente de Relação com o Pecuarista da JBS Friboi, nesta
terça-feira, 6, durante o Congresso Nacional da Indústria da Carne. Realizado
pela Informa Group, o evento ocorreu nos dias 6 e 7 de novembro, no Hotel Tryp
Paulista, em São Paulo.
Com palestras
sobre os principais entraves do setor, o evento também recebeu representantes
do governo, como Ezequiel Liuson, do Ministério da Agricultura (Mapa), e de
entidades de classe, como Fernando Sampaio, diretor executivo da Associação
Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Pedroso
abordou a integração entre produtores e a indústria frigorífica e citou a
disposição das empresas em relatar ao pecuarista a qualidade dos animais
abatidos, para que os produtores incrementem a produção.
Para o gerente
do JBS Friboi, esse processo é fundamental, já que o mercado caminha para uma
estratificação, em que as melhores carcaças receberão mais e, consequentemente,
as piores terão deságio. "Será que o boi bom vale pouco ou o ruim que vale
muito?", questiona.
Acompanhe a
entrevista com o gerente de relações com o pecuarista do JBS Friboi, Eduardo
Kristán Pedroso, em Ver Vídeo.
Segundo
dados do JBS Friboi, se a empresa já praticasse o pagamento por qualidade, a
cada pecuarista premiado com R$ 4,00 por animal, 3,5 pecuaristas, em média,
teriam de receber R$ 2,10 a menos pela arroba negociada. Conforme a companhia,
13% dos animais abatidos pela empresa no Brasil têm a carcaça classificada como
desejável, 61% como tolerável e 27% como indesejável.
"A
carne de países como Uruguai, Argentina, EUA, Austrália é melhor avaliada do
que a brasileira pelo mundo e tem em comum a castração de 100% dos animais,
enquanto o Brasil registrou 17% de cabeças castradas em agosto de 2011",
justifica. Texto:
Ivan Azevedo - Fonte:
Portal DBO
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