O senador Pedro Simon, do PMDB gaúcho, disse que seu partido se colocou à venda, e que analisa a sucessão presidencial com visão de negócios: entre PSDB e PT, fica com quem pagar mais. Antes, o senador Jarbas Vasconcelos, do PMDB pernambucano, havia dito outra novidade: que o seu partido fazia política em busca de cargos, e muitos peemedebistas só queriam saber de corrupção.
Está bom, autocrítica é sempre útil. Mas por que ficar contando aquilo que todo mundo sabe? Os dois senadores, Simon e Jarbas, estão entre os políticos mais sérios do país; mas poderiam avançar um pouco, dando nomes e contando casos. O que ambos fizeram foi constatar um fenômeno e dizer que estão fora dele. Nenhum procurou avançar no assunto. Nenhum deles, por exemplo, contou como é que Itamar Franco, convidado para entrar no PMDB e ser candidato à Presidência, foi vencido numa convenção em que houve até pancadaria paga.
Ambos, a propósito, já foram governadores – Pedro Simon uma vez, Jarbas Vasconcelos duas. Louve-se que tenham saído, ambos, sem qualquer acusação que ferisse sua reputação de honradez. Mas que fizeram, ambos, para ajudar a sanear o partido? Afastados do poder, hoje falam. Mas não citam fatos ou nomes.
Aliás, tanto nas acusações de Jarbas como nas de Pedro Simon, ficou faltando um item importante. Ambos dizem que o PMDB olha o Executivo como fonte de cargos, e apoiará quem der mais. Não é bem assim: o PMDB apoiará quem der mais e quem der menos, ao mesmo tempo. Ganhe quem ganhar, o PMDB sempre será governo, não fica de fora.
Está bom, autocrítica é sempre útil. Mas por que ficar contando aquilo que todo mundo sabe? Os dois senadores, Simon e Jarbas, estão entre os políticos mais sérios do país; mas poderiam avançar um pouco, dando nomes e contando casos. O que ambos fizeram foi constatar um fenômeno e dizer que estão fora dele. Nenhum procurou avançar no assunto. Nenhum deles, por exemplo, contou como é que Itamar Franco, convidado para entrar no PMDB e ser candidato à Presidência, foi vencido numa convenção em que houve até pancadaria paga.
Ambos, a propósito, já foram governadores – Pedro Simon uma vez, Jarbas Vasconcelos duas. Louve-se que tenham saído, ambos, sem qualquer acusação que ferisse sua reputação de honradez. Mas que fizeram, ambos, para ajudar a sanear o partido? Afastados do poder, hoje falam. Mas não citam fatos ou nomes.
Aliás, tanto nas acusações de Jarbas como nas de Pedro Simon, ficou faltando um item importante. Ambos dizem que o PMDB olha o Executivo como fonte de cargos, e apoiará quem der mais. Não é bem assim: o PMDB apoiará quem der mais e quem der menos, ao mesmo tempo. Ganhe quem ganhar, o PMDB sempre será governo, não fica de fora.
Milionária
Os deputados federais gastaram no mês de janeiro, em verba indenizatória, nada menos do que R$ 4,8 milhões. Cada um dos 513 deputados recebem mensalmente R$ 15 mil para cobrir gastos com os mais diversos. O problema é que no período os deputados estavam em recesso.
Os deputados federais gastaram no mês de janeiro, em verba indenizatória, nada menos do que R$ 4,8 milhões. Cada um dos 513 deputados recebem mensalmente R$ 15 mil para cobrir gastos com os mais diversos. O problema é que no período os deputados estavam em recesso.
Suplentes
Os suplentes de senadores estão em alta. Dos 81 “príncipes da República”, nada menos do que 17 deles são suplentes que não tiveram voto algum nas urnas, mas usufruem de todas as regalias do poder. A reforma política também prevê que suplente também terá que ter votos.
Os suplentes de senadores estão em alta. Dos 81 “príncipes da República”, nada menos do que 17 deles são suplentes que não tiveram voto algum nas urnas, mas usufruem de todas as regalias do poder. A reforma política também prevê que suplente também terá que ter votos.
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