Heloísa Helena foi condenada por sonegação fiscal, decisão já transitada em julgado. A condenação da alagoana é uma demonstração flagrante de que a justiça brasileira não é igual para todos, pois não existe nenhum outro parlamentar no país, que tenha sido condenado por sonegação fiscal por não recolher imposto de renda sobre verba de gabinete.A estória da condenação de Heloísa Helena é semelhante às condenações de João e Janete Capiberibe por compra de votos em 2005. Para os três faltou o vil metal que comanda o mundo para contratar renomados juristas.
Heloísa Helena caiu nas garras da Receita Federal em 2000, quando o órgão expediu uma certidão de dívida ativa e, em 2003, ajuizou um processo de execução fiscal contra ela por não ter recolhido o imposto de renda sobre a verba de gabinete.
Deputada estadual alagoana, entre 1996 e 1998, Heloísa Helena recebeu a “famosa” verba de gabinete. Uma verba, como o próprio nome diz, para a manutenção dos gabinetes parlamentares em todo o país. Uma verba que não gera recolhimento de Imposto de Renda da Pessoa Física para nenhum parlamentar do país.
Tanto que executada pela Receita Federal, a ex-senadora recorreu ao Judiciário e ganhou na primeira instância, em Maceió, e na Justiça Federal da 5ª Região (Recife).
Mas aí, entram os poderosos adversários de Heloísa Helena na estória, como entraram os de João e Janete Capiberibe ao verem a chance de pregar-lhes uma lição.
Instigada a Receita Federal recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que contrariando as decisões anteriores condenou Heloísa Helena, assim como o TSE, contrariando a decisão do TRE/AP, condenou João e Janete.
Assim como João e Janete, Heloísa Helena recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e não conseguiu reverter à sentença do STJ, pois não se enquadram no perfil da maioria dos políticos brasileiros que são abastados e safos.
João, Janete e Heloísa são pobres, mas tem a palavra e a voz que ninguém calará por mais poderoso que seja.
Heloísa, Janete e João fazem parte de um pequeno grupo de políticos que não se locupletam com os recursos públicos, por isso são tratados como a grande maioria dos brasileiros quando se vem perante o Judiciário.
Como dizia o poderoso ACM, “para os amigos tudo, para eles a lei”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário