O advogado Pedro da Silva Freitas Queiroz disse, durante sessão de desagravo realizada pelo Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, na última sexta-feira, 31-08, que se sente orgulhoso da profissão e que a OAB está prestando um grande serviço à cidadania ao promover a defesa institucional de seus inscritos. “Fui massacrado pelo ex-diretor da Casa de Detenção José Mário Alves, Juraci Rosalino do Nascimento, e vários agentes penitenciários, para compensar um erro deles na liberação de um detento. Cheguei ao presídio com alvará de soltura para liberar um preso, eles liberam outro e quiseram atribuir a culpa ao advogado”, afirmou Pedro Freitas, acrescentando que a sessão de desagravo recompõe sua honra como advogado.A OAB Rondônia realiza sessão para desagravar ao advogado ofendido por alguma autoridade no exercício de sua atividade profissional. Neste caso específico, o Conselho Seccional nomeou um conselheiro relator para levantar todas as circunstâncias em que ocorreu o incidente entre o advogado Pedro Freitas e os funcionários do presídio, chegando a conclusão de que o advogado foi injustiçado. “Ele foi preso, ameaçado e torturado psicologicamente para encobrir um erro dos funcionários da casa de detenção”, observou o conselheiro José Bandeira Filho, ao relatar o processo.
Pedro da Silva Freitas agradeceu emocionado pela sessão de desagravo, afirmando que não imaginava que fosse receber um desagravo em uma sessão solene, como a realizada na última sexta-feira.
A prisão ilegal do advogado Pedro Freitas por funcionários do presídio ocorreu no dia primeiro de janeiro desse ano, quando se dava a passagem de cargo do ex-presidente Orestes Muniz para o advogado Hélio Vieira. De acordo com Pedro Freitas, sua vida foi poupada porque, no momento da sua prisão, chegou ao presídio o advogado Ribamar Morais “e evitou que eles me executassem. Mas tive todo o apoio dessa Seccional, desaguando na realização dessa sessão de desagravo”, apontou o advogado.
Na sessão de desagravo, além do presidente da OAB, Hélio Vieira, se pronunciaram o conselheiro federal e ex-presidente seccional Orestes Muniz, realçando a importância do desagravo para a auto-estima do profissional. Também foi lida uma Nota de Desagravo pela presidente do Tribunal de Defesa das Prerrogativas, Keila Maria da Silva Oliveira, e pronunciamento do conselheiro federal Celso Ceccatto, destacando o caráter solidário do desagravo.
“Doutor Pedro da Silva Freitas Queiroz, vossa excelência é advogado e deve se orgulhar de seu mister. E a Ordem dos Advogados do Brasil é a retaguarda na luta diária pelo direito e pela justiça”, disse Ceccatto ao finalizar seu pronunciamento.
Assessoria de Comunicação OAB-RO
Nenhum comentário:
Postar um comentário