quinta-feira, 7 de junho de 2007

Laços de família

Rosane de Oliveira no Zero Hora (RS
Sem levar em conta as questões sentimentais, o indiciamento de Genival Inácio da Silva, o Vavá, por tráfico de influência tem um lado bom e outro ruim para seu irmão famoso, o presidente da República.
O bom, para o governo, é que pode ser entendido como uma prova da isenção da Polícia Federal, que em suas operações não poupa nem o irmão do presidente Lula. O ruim é que Lula acabará tendo de responder diante da opinião pública pelos atos - suspeitos - de uma pessoa do seu sangue.
Para parte da oposição, o suposto envolvimento do irmão do presidente com qualquer negócio escuso é um prato cheio. Se a acusação que pesa contra Vavá é de tráfico de influência, será preciso investigar para saber que tipo de vantagem pode ter obtido usando a condição de irmão do presidente. Em 2005, ele já havia sido alvo da mesma acusação. Outros líderes oposicionistas acham que tudo não passa de um golpe publicitário engendrado para aumentar a popularidade de Lula.
O que pode ser um sinal de independência da Polícia Federal - o pedido de prisão de Vavá, indeferido pela Justiça - também alarma os que temem o excesso de poder dos agentes. Quem teme a transformação do Brasil em uma grande prisão ou suspeita de que o governo tenha perdido o controle da PF tem motivos para ficar preocupado. Afinal, nem a família do presidente escapa.

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