O clima continua tenso (até parece os velhos tempos da legislatura passada), na Assembléia Legislativa de Rondônia. Ao completar neste domingo 31/03 os dois primeiros meses de atividades dos atuais deputados estaduais, nem tudo tem sido festa na agitada vida dos novos parlamentares.Pelo menos um quarto corre sério risco de perder os seus respectivos mandatos.
Os deputados estaduais Valdivino Tucura e Maurinho Silva estão efetivamente encrencados com a eminente recontagem de votos por parte da Justiça Eleitoral.
Os deputados estaduais Valdivino Tucura e Maurinho Silva estão efetivamente encrencados com a eminente recontagem de votos por parte da Justiça Eleitoral.
A recontagem forçará tecnicamente a revisão da proporcionalidade do quociente eleitoral para garantir acesso à Assembléia Legislativa. Aí a situação se complica ainda mais para o deputado Tucura.
Com o acatamento esta semana da candidatura à presidência da república de Ana Maria Rangel pelo Partido Republicano Progressista, automaticamente todas as coligações estaduais serão desfeitas. Assim, no caso de Rondônia, o PRP não conseguirá quociente eleitoral para emplacar o deputado Tucura.
Na mesma condição se encontra o deputado Maurinho Silva. Na recontagem o PSB terá sua situação também comprometida. Mas não para por aí. Caso seja instalada a comissão processante para apurar possível prática de quebra de decoro parlamentar, Maurinho Silva estará sentado no banco dos réus.
A recontagem dos votos do ex-vereador Guilherme Erse vai interferir na composição da Assembléia Legislativa de Rondônia. Guilherme teve o registro de sua candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral porque, no entendimento da Justiça, ele não poderia disputar a eleição por manter uma união estável com a filha do governador Ivo Cassol.
O resultado desse julgamento, no entanto, só interessa pela questão do aproveitamento dos votos para a coligação PPS-PFL. O aproveitamento dos votos afetaria diretamente o atual deputado Miguel Sena, também implicado no escândalo das gravações.
O deputado Miguel Sena também envolvido no escândalo das gravações, esta semana obteve uma vitória parcial, mas o caso ainda não tem uma decisão definitiva.
Por terem abandonados seus partidos, os atuais deputados Alexandre Brito e Valter Araújo poderão amargurar a opção pela “dança do troca-troca de partido”. Os diretórios regionais criam resistência a uma provável re-filiação dos parlamentares.
O PSDC não aceita de volta o deputado Alexandre Brito, enquanto o PTB também está magoado com Valter Araújo. A situação é mais preocupante para o deputado Alexandre Brito recentemente implicado no escândalo das gravações. Caso seja constituída uma comissão processante para apurar eventual quebra de decoro parlamentar sua situação se agrava ainda mais.
O evangélico Maurão de Carvalho também tem complicações a superar. Preso e acusado por compra de votos, ele deve ir a julgamento no Tribunal Regional Eleitoral. Reeleito, o deputado acabou também sendo um dos protagonistas do escândalo das gravações em que parlamentares supostamente estariam negociando recursos para aprovação de projetos.
Do ponto de vista de alguns juristas, mais deputados estaduais estão encrencados e a lista inicial de 6 poderá ser acrescida dos deputados Kaká Mendonça, Marcos Donadon, Chico Paraíba, e novamente Maurão de Carvalho, todos arrolados em inquéritos instaurados pela Superintendência Regional da Polícia Federal.
Fonte e fonte: www.acriticaderondonia.com.br
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